Terrus

Fósforo: a tipologia da argila mostrou qual fonte rendeu mais

Em case com um produtor parceiro, a Terrus comparou fontes de fósforo em argilas de tipologias diferentes, com mesmo manejo, variedade e época.

Compartilhe

Categoria 26/10/2026
Fósforo: a tipologia da argila mostrou qual fonte rendeu mais

Nem toda fonte de fósforo rende igual em todo solo, e a mineralogia da argila ajuda a explicar por quê. É o que mostra um dos cases publicados na página da Terrus Regeneração, feito com um grupo produtor parceiro.

O teste comparou várias fontes de fósforo em áreas com tipologias de argila diferentes e manteve o resto igual: mesmo manejo, mesma variedade e mesma época. Assim, deu para ver qual fonte gerou mais produtividade por ponto aplicado em cada tipo de argila. O resultado vale para as áreas do case e pode mudar em outras condições.

Ilustração sem números. Três blocos de solo lado a lado, com índice de tipologia de argila baixo, médio e alto, a mesma lavoura em cima e o fósforo entrando em cada um. No índice baixo, com predomínio de caulinita, quase todo o fósforo fica livre; no alto, com óxidos de ferro e alumínio (hematita, goethita, gibbsita), a maior parte fica retida nas partículas de argila. Texto: as mesmas fontes de fósforo nos três solos; a resposta de cada uma muda com o tipo de argila.
As mesmas fontes de fósforo nos três solos. A resposta de cada uma pode mudar com o tipo de argila. Mesmo manejo, mesma variedade e mesma época.

Por que a argila muda a conta do fósforo

A fração argila do solo é formada por minerais como caulinita, hematita, goethita e gibbsita, em proporções que mudam de um talhão para outro, às vezes de um lado para o outro da mesma estrada. Essa composição pesa na capacidade de o solo reter fósforo.

A Terrus identifica o tipo, a proporção e a organização desses minerais e resume tudo no Índice de Tipologia de Argila. Segundo a Terrus, o índice vai de 0 a 80 e não sofre interferência da umidade, dos adubos ou da cultura implantada, o que faz dele uma base estável para decidir o manejo.

O histórico da área também entra na conta. Anos de adubação formam reservas de fósforo no solo, mas parte delas fica presa na argila, ligada a óxidos de ferro e de alumínio. Para a Terrus, conhecer a mineralogia de cada talhão ajuda a escolher o manejo do fósforo com mais critério.

Dos 22 indicadores que a plataforma entrega, quatro tratam diretamente do fósforo: eficiência do fósforo mais solúvel, eficiência do fósforo menos solúvel, banco de fósforo no solo e eficiência de solubilizadores de P. Com eles, a escolha da fonte passa a considerar também o que cada argila faz com o nutriente.

Como começar

O trabalho tem duas etapas. Na primeira, a partir do limite da área ou de um arquivo KML, a plataforma gera os mapas de aptidão. Na segunda, com os dados da análise de fertilidade, entram o diagnóstico e as recomendações nutricionais.

Os outros cases e o pedido de cotação estão na página da Terrus Regeneração.

Leia também

Artigos relacionados

Controle sua privacidade

Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de privacidade · Termos de uso

WhatsApp