A Krilltech, empresa brasileira de tecnologia para a fisiologia das plantas em que o Grupo Casa Bugre investe desde 2024, é finalista do Al Miyah Challenge for Agriculture. O desafio é da Mohamed bin Zayed Water Initiative, dos Emirados Árabes Unidos, e trata do uso de água na agricultura.
Em 30 de abril, o organizador anunciou as seis equipes finalistas. Ao todo, 846 equipes de 54 países se inscreveram no desafio.
Em outubro, a iniciativa voltou a falar da Krilltech num vídeo publicado no Instagram e no YouTube. Ali, descreve a empresa como uma companhia do Brasil que usa tecnologia de nanopartículas de carbono para ajudar as lavouras a usar a água com mais eficiência e a resistir ao calor e à falta de água.
Essa é a descrição do organizador, não uma indicação de uso. No Brasil, os produtos da Krilltech são registrados como fertilizantes, e os resultados de campo publicados neste site medem produtividade, não uso de água. Os percentuais de produtividade que aparecem no vídeo também são do organizador e não estão entre os ensaios publicados aqui.
A base são as Carbon Dots, nanoestruturas de carbono que a Krilltech estuda desde 2011, quando a pesquisa começou na Universidade de Brasília. As primeiras validações em campo vieram em 2014, e a tecnologia chegou à escala comercial em 2018. O pedido de patente do C-Dot 1 foi depositado em 2020.
Em 2024 a produção foi para Brasília, no mesmo ano em que o Grupo Casa Bugre passou a investir na empresa. Em 2025 veio o CITI, centro de tecnologia e inovação da Krilltech, que funciona no complexo da Finatec, na UnB.

Na Arbolina®, feita com o Carbon Dot 1, as partículas de 3 a 5 nanômetros fornecem nitrogênio e carbono à planta e atuam no processo fotossintético, segundo a descrição da Krilltech na página do produto. A Krilltech também desenvolveu a C-DOT Drive®, tecnologia que a Agrilife usa no AgLithis.
Os resultados de campo da Arbolina® no Brasil, com ensaio, safra e estatística, estão na aba Resultados da página do produto. Os de café, com três safras de ensaio em Minas Gerais, ganharam uma notícia própria.
Fontes: publicações da Mohamed bin Zayed Water Initiative no Instagram (15/10/2026) e no site da iniciativa, comunicado de 30/04/2026 do Abu Dhabi Media Office e marcos publicados na página da Krilltech.
A Arbolina® tem dois ensaios de café com relatório completo e diferença estatística publicados na página do produto, ambos no Cerrado Mineiro. Os dois usam 100 mL/ha por aplicação, a dose do café na tabela de recomendações.
O gráfico resume a média de cada ensaio. Os detalhes vêm logo depois, incluindo as safras em que não houve diferença.

O ensaio com a cultivar IPR 100 comparou três tratamentos, com sete repetições, nas safras de 2024, 2025 e 2026. Na média do triênio, a testemunha produziu 36,74 sc/ha.
Os dois manejos se separaram da testemunha na média do triênio e na safra de 2026 (Scott-Knott a 5%). Em 2024 e em 2025, isoladamente, não houve diferença estatística.
Uma observação sobre o número de aplicações: o rótulo indica 4, a primeira na pré-florada e as demais a cada 30 dias, e permite aumentar esse número em culturas perenes a critério do responsável técnico. As 6 aplicações do ensaio são duas a mais que o rótulo, e o tratamento de 4 aplicações usou intervalo de 45 dias, não de 30.
Em lavoura irrigada de Mundo Novo 379-19, a Arbolina® foi aplicada 4 vezes: na pré-florada, na pós-florada, em novembro e em dezembro. Na média do biênio 2024/25 e 2025/26, foram 58 sc/ha contra 55 da testemunha, ganho de 3 sc/ha (+5,5%). A diferença apareceu em 2025/26 e na média do biênio; em 2024/25 não houve diferença estatística.
A safra 2025/26 foi muito baixa nos dois tratamentos, e nela a fração de grãos em peneira 17 e acima foi menor com a Arbolina® (25% contra 32%).
A Arbolina® é feita com o Carbon Dot 1, partículas de carbono de 3 a 5 nanômetros desenvolvidas pela Krilltech. Segundo a página do produto, elas fornecem nitrogênio e carbono à planta e atuam no processo fotossintético. No café, a aplicação é foliar, e a primeira vai na pré-florada.
A Krilltech explica esse mecanismo no cafeeiro num vídeo curto no Instagram. No YouTube do Grupo Casa Bugre estão dois depoimentos sobre a Arbolina®: o do produtor de café Daniel Tolledo e o do Dr. Gustavo Pazzetti, engenheiro agrônomo e fisiologista que pesquisa em parceria com a Krilltech.
Os dois ensaios acima são os que têm relatório completo e diferença estatística. Há outros em que o ganho foi menor ou não teve diferença estatística, e o resultado pode variar conforme clima, solo e manejo.
Arbolina® · Fertilizante organomineral classe A para aplicação foliar · Registro MAPA nº DF 000578-9.000003. Leia o rótulo antes de usar, use EPI e siga a recomendação de um engenheiro agrônomo.
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